Dust: An Elysian Tail é um jogo de ação que lembra vagamente o estilo Metroidvania. Foi desenvolvimento por Dean Dodrill e publicado pela Microsoft Studios. Teve seu primeiro lançamento em 2012 na Xbox Live Arcade e, em 2013, se fez disponível na Steam e GOG.com. O jogo aparentemente fez seu sucesso – principalmente por causa de inúmeros Youtubers e seus gameplays – e as portas do jogo foram se expandido. Alcançou as plataformas Linux e OS X no final de 2013, Playstation 4 em 2014 e até para iOS, em 2015.

Os personagens são do tipo “furry” —  criaturas animais-humanóides de características antropomórficas — desenhado e com um leve aspecto caseiro. Conta a história de Dust, um jovem que busca por respostas sobre quem é, e Fidget, a guardiã da espada divina Ahrah que está com o protagonista. No decorrer dessa busca, Dust e Fidget se envolvem com diversos outros personagens e, consequentemente, com os conflitos que há no mundo de Falana. Sua verdadeira identidade é o ponto crítico da história. Além disso, o jogo também contém elementos nostálgicos, referências de outros jogos clássicos, como obter um frango assado que quebrar certas paredes (Castlevania) ou personagens conhecidos que você deve salvar para ter um bônus fixo de HP.

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Dust

[Gráficos : ♦♦♦◊◊ 3,5]

O jogo possui gráficos simplistas, desenhados a mão — ou assim aparentam. Claro que são desenhos muito bonitos, tanto os portraits durante os diálogos quanto os bonecos em ação, mas é possível ver algumas imperfeições. As animações e movimentações, em alguns casos e personagens, lembram um pouco aquelas animações em Flash. O capricho das fases, porém, são muito bonitos e coloridos. Efeitos especiais de combate também são simples, até porque o jogo não apresenta muita variedade de golpes. Uma coisa que angustiou bastante durante a jogatina é que certos momentos de spam me incomodavam a vista — a tela piscando e/ou tremendo num padrão ou intensidade desconfortável.

[Jogabilidade : ♦♦♦♦◊ 4,0]

O jogo possui uma jogabilidade beeeem simples. Não há muita variedade de golpes e habilidades. Também não há muito segredo quanto ao elemento RPG, porque no nível máximo você pode ter todos os atributos maximizados. O sistema de craft é bacana e tranquilo, também. Os recursos mais difíceis de farmar são para os ítens de endgame, mas como as lojas estão sempre se reabestecendo fica mais fácil pegar dinheiro e comprar. PORÉM! CONTUDO! TODAVIA! ENTRETANTO! Isso não deixa a jogabilidade ruim. Às vezes o “menos é mais.” Isso permite que você desfrute bastante de outras qualidades que o jogo tem. Uma preocupação a menos te permite jogar do jeito que achar mais conveniente, e aproveitar a exploração e a história ao máximo. Para o que o jogo oferece, e o fato de não ser longo, é uma jogabilidade que encaixa muito bem.

Para falar bem a verdade, é um jogo que você acaba se interessando mais em conhecer o desenrolar da história e terminar 100%  — explorar tudo, pegar nível máximo etc. — do que outra coisa.

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[História : ♦♦♦♦◊ 4,0]

Essa porra de história me prendeu o tempo todo. Cara, como eu fiquei curioso. Não tenho nem o que falar a respeito. Ela te envolve, é original, e te instiga a querer saber mais. As sidequests são bobinhas, OK, mas seus porquês chegam a ser… Como posso dizer? “Engraçadinhos.” Mini-Spoiler Alert!! Selecione o texto a seguir apenas se quiser ler: [Eu poderia facilmente dar 5 nessa história, ele só não conseguiu isso porque ela cagou… cagou rude, nos acréscimos do segundo tempo. Achei clichezão. ]

[Som & Música : ♦♦♦♦◊ 4,0]

Os efeitos sonoros do jogo são muito bons e claros. Você consegue saber muito bem o que está acontecendo através dos sons, mesmo naquela zona de efeitos epilépticos na sua retina. A trilha sonora também é muito envolvente e bem elaborada para as fases e momentos. Eu pensei em dar 4.5, mas aí lembrei dos Necromancers – um monstro que quando morre dá uns berros que parece um fusca derrapando (e isso as vezes é chato).

[Considerações Finais — Do Autor]

Vale a pena jogar? Com toda certeza do mundo! Não é um jogo longo nem de grande porte, mas a história é muito envolvente e sua simplicidade faz com que seja bem gostoso de se jogar. Dust e Fidget são personagens maravilhosos e cativantes. Eu mesmo terminei no modo Normal e fiz questão de rejogar no Hardcore para conseguir todos os troféus da PSN e de terminar com 117% de exploração novamente. É um jogo que eu jogaria vez ou outro quando bater aquela vontadezinha, certamente.


Legenda:
Notas variam de 0 a 5, sendo:

  • 0 = “Pelo amor de deus, que bosta é essa?!”;
  • 1 = “Muito ruim”;
  • 2 = “Ruim”;
  • 3 = “Ok/Bom/Irrelevante/Aceitável”;
  • 4 = “Legal / Muito bom”;
  • 5 = “Admirável “;

⇒ Vale lembrar que uma nota 5 não é sinônimo de perfeição ou melhor de todos. A análise de uma categoria não é individual. Leva-se em consideração plataforma, temática, enredo etc. Então as vezes um jogo desenhado, por exemplo, pode ganhar uma nota 5 em gráficos.

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